assisti e gostei. aí li o texto do estêvão dos anjos no amálgama e gostei mais ainda! plano pro fim de semana: vou ver de novo.
21 21UTC Novembro 21UTC 2009
7 07UTC Novembro 07UTC 2009
Agora os números não param mais. é sempre uma contagem infinita, que recomeça e recomeça. Não sei até onde vai, às vezes acordo e meu pensamento já está longe na contagem. Trinta e cinco, trinta e seis… Não importa no que eu pense, no que me concentre: é sempre aquela contagem ao fundo, aquele desfiar do rosário dos números, sem fim.
Tudo começou com a exigência: vinte e cinco mastigadas por porção. Eu os tinha, os números, sob controle, até que se tornaram automáticos. Muitas vezes as mastigadas começam quando eles já estão pra lá da meia centena. Sessenta e sete, sessenta e oito, sessenta e nove… Muitas vezes eles embotam o pensamento principal, e ressoam no fundo da minha cabeça: quinze, dezesseis, dezessete… Sem nexo nenhum, sem começo, sem partir do zero. Estão ali. Quarenta e nove, cinquenta, cinquenta e um… E eu me acostumo e não os percebo mais, mas é só uma questão de tempo. Aí eles voltam, e eu não sei o que conto. Trinta e quatro o quê? Vinte e três, vinte e quatro, um, dois, três… Quando isso vai parar? Até onde isso vai?
Eu não os percebo por uma boa parte do tempo, mas eles estão ali o tempo todo. “na radiante manhã ensolarada, Terry acordou cedo e foi procurar o irmão” sete, oito, nove. Volto a ler para encobrir a contagem. Eles me contam os passos, enfileiram meus pensamentos numa fila cardinal, tudo sempre em ordem. Dez, onze, doze, treze.
Tenho que ir ao dentista, comprar flores, passar na padaria, oitenta e dois, e três, e quatro. Não me dizem de onde vêm, de onde começaram a sua contagem intrínseca. Não me dizem o que é que os disparou dessa vez. O número de azulejos? A quantidade de livros na pilha? O número de visualizações? Que número passou primeiramente frente aos meus olhos dessa vez, para que a última contagem parasse (vinte e oito, vinte e nove) e recomeçassem uma nova? Um, dois, três. Esse começo sempre me é estranho, nunca consigo acompanhá-lo. Quarenta e cinco. Quarenta e seis.
Agora e pra sempre, eles não param. Continuarão nessa contagem infinita, que recomeça e recomeça. Jamais saberei até onde vai.
2 02UTC Novembro 02UTC 2009
arrumando estantes: filmes
feriado é bom mesmo pra arrumar aquelas coisas que você só arruma quando quer exercitar-se na proscratinação: um monte de coisas pra fazer e eu categorizando becapis!
A seguir, a lista de filmes que eu tenho, já assistidos:
- o labirinto do fauno
- no direction home: bob dylan
- mon uncle
- dogville
- o orfanato
- nós que aqui estamos por vós esperamos
- o declínio do império americano
- into the wild
- o fabuloso destino de amelie poulain
- once
- quatro minutos
- sweeny todd
- crossroads
- coffee and cigarettes
- o corvo
- a balada do pistoleiros
- el mariachi
- era uma vez no méxico
- snatch
- lock, stock and two smoking barrells
- adaptação
- o cheiro do ralo
- o que fazer me caso de incêndio
- che: part 1 (o argentino)
- querô
- as virgens suicidas
- o que fazer em caso de incêndio?
-cinema, aspirinas e urubus
- o silêncio dos inocentes
- hannibal
- o dragão vermelho
- pixar: short films. vol 1
- fear and loathing in l.a.
- dirty pretty things
- trainspotting
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essa semana começa o xi fic brasília!
arrumando estantes: livros
ô coisa feliz é coisa pra perder tempo na internet… 155 livros lidos, isso o que eu consegui lembrar num dia!
31 31UTC Outubro 31UTC 2009
vinte opiniões toscamente fundamentadas sobre música
além de ter o péssimo costume de não discutir nada sobre os beatles e de não acreditar que alguém além de mim no mundo possa gostar verdadeiramente de bob dylan, eu tenho (ou já tive) uma lista imensa de opiniões não lá muito decentemente fundamentadas sobre música… a maioria delas hoje é piada*, outras** ainda não.
1- “esse é o melhor disco do morphine”** (toda vez que escuto qualquer disco do morphine)
2- “eu não gosto de show”* (até os 16 anos. a adolescência é uma droga mesmo)
3- “legião urbana é a melhor banda de roquenrou do mundo”* (até eu ouvir beatles pela primeira vez, aos 13. foi quando saquei que eu sequer sabia o que era rock. ainda bem que os tempos mudam – e, sim, eu ainda escuto legião urbana)
4- “a música morreu na década de 60″* (sem comentários)
5- “o 4 do los hermanos não é lá muito bom”** ( até ouvir o nós do marcelo camelo, que é ainda pior)
6- “isso não vai prestar…”* (sobre o little joy, até pagar com a língua)
7- “black sabbath é muito bom”* (até sacar que só o primeiro disco vale a pena)
8- “só o primeiro disco do black sabbath vale a pena”** (ha-ha-ha)
9- “música européia é chata”* (não é que seja chata. é que só o roquenrou lá é que é bom**)
10- “oswaldo montenegro nem é tão ruim”* (meu passado quase me condena)
11- “aham, eu gosto de bossa nova”* (que isso não conte na minha ficha, delsmelivre)
12- “joan baez é muuuuuito legal!”* (agora, uma vez ou outra na vida eu consigo escutar uma música inteira)
13- “jazz é bom porque é bom”** (e é mesmo)
14- ” ‘quem não gosta de samba, bom sujeito não é‘ “** (tem muita gente por aí que ouve samba sem merecer…)
15- “porque diabos alguém escuta axé?”** (até hoje não me explicaram…)
16- “você não fala sobre os beatles, assim como não fala sobre o clube da luta. não comigo, pelo menos”** (not at all)
17- “eu entendo as pessoas não gostarem de bob dylan. o que eu não entendo é alguém gostar”** (alguém além de mim, claro**)
18- “white stripes? mais uma bandinha modernosa pra mulherzinha, aposto”* (quem baixou -e escutou- todos os álbuns levanta a mão)
19- “a música brasileira é a melhor música do mundo”* (ah, me poupe)
20- “mulher cantando é um saco”** (com raras exceções)
20 20UTC Outubro 20UTC 2009
4 04UTC Outubro 04UTC 2009
mercedes sosa e jensen ackless. ah, e filmes.
a novidade ruim é que morreu hoje aos 74 anos a cantora argentina mercedes sosa, a maior voz da américa latina. intérprete da música folk de seu país e de outros países hispanohablantes de nosso continente, lutou contra as ditaduras fascistas do nosso continente e era considerada a voz de uma maioria silenciosa. ponto.
a boa é que 90% das visitas a esse blog se dão através de pesquisas por qualquer coisa que diga respeito ao jensen ackless e ao papai winchester – muuuuitas vezes confundido com o javier bardem, vejam só. sorry, sam, a culpa não é minha =P
isso não é tão bom quando se pretende falar de outras coisas que não só da carinha muito da bonita do rapaz. mas as pessoas não ligam, fazer o quê. sendo assim, eu poderia descaradamente citá-lo toda vez que possível, mais pra conseguir ibope do que outra coisa, como o fernando sabino que conta que uma vez encheu um texto seu com palavras terminadas em -exo para vencer uma aposta com seus colegas para ver quem seria mais lido na coluna do jornal (apostando no fato de que as pessoas se interessariam mais em ler até o final por acharem que o texto falaria de sexo). ele venceu.
e só pra encher linguiça, vamos dizer que um episódio com dois dean e um sam incorporado o satanás – uou- é tudo que alguém quer na vida. sem contar que cada vez mais o roteiro tá fugindo dos clichês e a coisa toda tá ficando mais elaborada.
depois tratemos disso.
agora, dois filmes.
dirty pretty things, filme britânico independente do mesmo diretor de high fidelity, com a amèlie polain audrey tatou e sergi lópez (o capitán do labirinto do fauno). filme curto e acertado. a direção e o roteiro são justos, como num conto bem trabalhado. nenhuma cena escapa, nenhuma fala sobra, nenhum personagem é demais. começo-meio-e-fim sem grandes reviravoltas e fugindo do lugar-comum. eu me orgulharia de ter feito um filme desses :)
cosas insignificantes. filme mexicano de 2008. é o tipo de filme em que algumas histórias se cruzam sem necessariamente se tornarem uma só. o ponto de partida dessas histórias são os objetos que esmeralda -uma das protagonistas- coleciona numa caixa (coisas perdidas, esquecidas ou descartadas) e as pessoas por trás deles. a direção e o roteiro cuidadosos são de andrea martínez.
na fila do domingo estão antichrist -do lars von trier, umhum!- e peur(s) du noir, além dos discos o barco além do sol e jardim de cactus, de marcelo bonfá e dado villa-lobos, respect.
no utub, duerme negrito, música folclórica latina resgatada por atahualpa yupanqui (cantor, violinista e folclorista argentino), na voz de mercedes.
1 01UTC Outubro 01UTC 2009
fear(s) of the dark
fear(s) of the dark apresenta 6 histórias escritas e dirigidas por grandes artistas gráficos – blutch, charles burns, marie caillou, pierre di sciullo, lorenzo mattotti, richard mcguire, romain slocombe, jerry kramsky, michel pirus e etienne robial. o filme foi lançado no festival internacional de roma em 2007 e desde então sai em um tour pelo mundo. entre as histórias do filme, uma colegial japonesa que é ameaçada por um samurai morto e um bando de lobos sedentos por sangue. confira o trailer.